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O exercício de 2025 fecha com margem líquida robusta no papel, mas a fotografia patrimonial segue tensionada: a operação entrega margem bruta forte, o lucro contábil fecha positivo após o ajuste do resultado no patrimônio líquido, porém a estrutura continua excessivamente alavancada em capital de terceiros e muito dependente de sustentação fora da operação pura.
| Grupo | Valor | Peso na receita líquida | Leitura executiva |
|---|---|---|---|
| Despesas operacionais líquidas | R$ 1.361.172,91 | 54,85% | O maior ponto de compressão do resultado operacional. |
| Despesas administrativas | R$ 1.221.194,04 | 49,21% | Centro dominante da pressão de margem. |
| Despesas comerciais | R$ 139.978,87 | 5,64% | Peso moderado frente à receita líquida. |
| Resultado financeiro negativo | R$ 292.138,68 | 11,77% | Consome parcela material da geração operacional. |
| Maiores blocos administrativos | Sem abertura numérica no recorte | Alta relevância | Pessoal, serviços de terceiros, aluguéis/condomínios, sistemas/softwares e correios/malotes. |
A Medeor fecha 2025 com receita líquida de R$ 2,48 milhões, margem bruta de 67,33% e CPV controlado em 32,67% da receita líquida. O motor operacional não é o problema principal.
O lucro do exercício fecha em R$ 580,1 mil, equivalente a 23,38% da receita líquida. O próprio recorte indica que esse lucro final incorpora outros créditos de resultado além da operação e do financeiro, o que exige leitura crítica da qualidade desse lucro.
Despesas operacionais líquidas consomem 54,85% da receita líquida e o resultado financeiro ainda retira 11,77%. Isso trava a conversão da boa margem bruta em caixa e robustez patrimonial.
Depois da transferência do resultado do exercício para lucros acumulados, o PL ajustado fica positivo em R$ 162,5 mil. Ainda assim, ele representa só 7,26% do ativo total, deixando a companhia altamente alavancada.